Usabilidade/Acessibilidade & Webdesigners

Estou envolvido num projecto de remodelação do layout de um site de uma das publicações da empresa onde trabalho, assim como a respectiva adaptação deste layout ao CMS que está a ser utilizado neste momento na empresa. Quem se encontra a desenvolver o layout é uma empresa de webdesign que numa primeira fase nos apresentou uma proposta muito bonita, com muitas imagens, muitos cantos arredondados, muitos gradiantes, enfim tudo o que é desnecessário num site de informação. Não quero dizer com isto que os sites de informação têm obrigatoriamente de ser feios, no entanto terá de existir um cuidado acrescido de modo a facilitar o acesso aquilo que realmente é importante, a informação. Obviamente que todos os webstandarts foram esquecidos nesta primeira fase, usabilidade e acessibilidade absolutamente para esquecer. Pior de tudo eram mesmo as notícias que ocupavam cerca de 30% da página, o que para um site de informação é ridículo.

Defini então todas as especificações técnicas que achei essenciais, como validação do HTML e CSS, validação do código ao nível da acessibilidade (por exemplo através do site http://webxact.watchfire.com) e limites para o tamanho total de imagens, HTML, CSS e Javascript.

Devo confessar que a segunda versão que tive acesso estava bastante melhorada, respeitando praticamente todos os requisitos que defini. Continuava a ter alguns problemas em termos de destaque das notícias, também não eram utilizados “headings” para os títulos (o googlebot adora headings), mas para além disso pouco mais havia a apontar. No entanto verifiquei que não escalava no firefox e no IE<7, ou seja o aumento de letra não era correspondido com um aumento das caixas. Foi aqui que se desenrolou uma troca de ideias mais acesa…

Eu defendia a possibilidade de escalar, o webdesigner não via essa necessidade, utilizando o argumento de que poucos sites têm esta funcionalidade em Portugal e para além disso apenas um reduzido número de pessoas é que poderá sentir essa necessidade… Não acho que isto seja obviamente um argumento válido. A questão é muito simples e pode-se fazer uma analogia perfeita: “Se vamos construir um hotel necessitamos mesmo de criar rampas de acesso e instalações adequadas a deficientes? Eles provavelmente também representam uma minoria das pessoas que frequentam o hotel…”, no site passa-se o mesmo, se as pessoas sentem necessidade de aumentar um pouco a letra de modo a poderem aceder à informação de que necessitam, porque não criar essa possibilidade? Têm menos direitos que as outras pessoas que não têm dificuldades?

Enfim lá se conseguiu convencer (?) o webdesigner…

Continuo a ver muitos sites mal construídos por essa web fora, porque simplesmente os webdesigners não se importam, pois dá muito trabalho respeitar todos os webstandarts, para além disso ainda é necessário testar em browsers e resoluções diferentes. Mas esta não é razão para se fazerem as coisas mal feitas, ninguém pode ficar limitado no acesso à informação devido ao sistema que utilizam ou dificuldades físicas que possuam.

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[…] & Webdesigners, Part II Posted Julho 21, 2007 Escrevi num post anterior que estava envolvido num projecto de remodelação de um website de uma das publicações da […]

[…] Episódio I […]

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